Forró não deve mais se chamar forró
26/02/2016 16:54 em Editorial

Eu sei, um título um pouco exagerado. Não, não estou revoltado. Quero levantar uma questão que se adotada por todos acredito que o nosso forró pé de serra tenha uma chance a se tornar “pop”.

Umas das coisas que o forró sofre hoje em dia é o preconceito. O nome está muito desgastado. Faça o teste, pergunte para uma pessoa leiga sobre forró, e veja qual e a referencia  dela sobre o gênero. Automaticamente já pensa no   Wesley safadão, Calcinha Preta e até  mesmo ao Calipso.

Quero deixar claro que não sou contra a esses artistas e muito menos aos seus estilos musicais.  Mas é fácil perceber que existe uma diferença gritante quando falamos do forró pé de serra e do forró eletrônico, plástico e afins.

Observei que isso ocorreu com outro estilo musical, o sertanejo.

Tive a sorte de meu pai me apresentar grandes clássicos do sertanejo, mas não esse que você está pensando. To falando de Pena branca e Xavantinho, Jacó e Jacozinho, Zilo e Zalo, Raul Torres e Florêncio, Renato Teixeira, Almir Sater e por ai vai.

Hoje em dia quando quero me referir a este gênero eu digo “moda de viola”, e uma pessoa leiga já consegue entender do que estou falando. Mas antes meu pai chamava esse estilo de sertanejo.

TÁ TÉRCIO E DAÍ?

Ai ta o ponto que quero chegar, ouve algum momento da história que perceberam que os estilos não eram mais os mesmo e logo a “moda de viola” abandonou o gênero “Sertanejo”, assim, quando pensamos neste nome, já nos vem, Chitãozinho e Xororó , Leandro e Leonardo,  Gustavo Lima e você tchere tche tche  (desculpe, impossível dizer esse nome sem cantar).

Agora eu digo, o forró devia fazer o mesmo. Devíamos deixar o termo para o forró eletrônico / plastico, e deveríamos intitular “Pé de Serra”. 

É isso mesmo que estou sugerindo, chamar  nosso forrozinho que conhecemos  de “Pé de Serra”.  Assim terminaríamos com esse pré-conceito inicial. As pessoas iriam conhecer, ou pelo menos entender que são coisas distintas. 

Mas só dará certo se todos , produtores,  músicos, artistas, publico e professores adotassem .

Confesso que sertanejo não é um estilo que me agrada muito. Mas em todas as entrevistas, shows  e pela “vibe” das duplas, parece que todos são parceiros. É muito clara a união entre eles. Grandes ajudando os pequenos. E sem falar que consegue adequar qualquer estilo em suas músicas.

Luiz Gonzaga  em uma de suas falar diz que devíamos unir o povo.  Mesmo eu querendo fragmentar mais o forró  inventando de chama-lo de Pé de Serra. Teriamos visibilidade no grande publico e por fim, nosso Pé Serra ganharia o destaque que tanto merece.

Bem, é isso, vou ouvir meu Pé de Serra e lutar para que ele tenha o espaço que merece.

 

Tércio Emo Gomes

 

26 de fevereiro de 2016

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